Senador se considera alvo de perseguição política após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais

Redação Mais | Em um movimento semelhante ao do pai após perder as eleições em 2022, o senador Flávio Bolsonaro (PL) já está a caminho dos Estados Unidos. Durante toda esta terça-feira (27) se especulou o “sumiço” do candidato derrotado à Presidência depois de ter os seus passaportes cancelados por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
De acordo com a CNN, um funcionário do governo norte-americano disse que Flávio estava a caminho da Flórida, mas depois afirmou que o destino exato dele nos Estados Unidos não estava claro. O investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, publicou uma postagem nas redes sociais nesta terça-feira (27) relatando que Flávio Bolsonaro teria chegado aos EUA em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A possível fuga de Flávio, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, também foi confirmada pela agência de notícias Reuters.
No entanto, nenhuma autoridade oficial do Brasil ou dos EUA confirma a saída de Flávio do país. “Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula”, escreveu.
A postagem foi feita por volta das 15h30. Em outra publicação, menos de 30 minutos depois, Levy acrescentou que essa fuga recebeu o nome de Operação Alba.
Levy é empresário e advogado e se autodescreve publicamente como um aliado.
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Interlocutores de Flávio afirmam que ele embarcou para os Estados Unidos a partir de uma localidade argentina diferente de Puerto Iguazú. A cidade é inicialmente apontada pela imprensa do país vizinho como possível ponto de partida.
Ainda de acordo com fontes ligadas ao parlamentar, Flávio também não teria entregado seus passaportes, apesar da determinação judicial, segundo informações obtidas pela coluna.
A aliados, o senador se considera alvo de perseguição política após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
O advogado de Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef, confirmou que esteve com ele, mas negou ter aconselhado o senador a sair do país. “Estou tão surpreso quanto vocês. Eu não posso me manifestar. Como advogado, mantenho o sigilo entre cliente e advogado”, respondeu a jornalistas na tarde de hoje.
Correligionários de Flávio Bolsonaro informaram que um pronunciamento dele está previsto para esta quarta-feira (28).
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