Presidenciável disse ter sido ameaçado por partidos da esquerda após falas sobre “chacina de traficantes”

Por Wagner Ferreira – Ao lado da candidata a deputada federal, Quécia Reis e do militante David Pirajá, autor da frase polêmica sobre promover uma “chacina contra traficantes” na favela do “Planeta dos Macacos” no Bairro da Paz, em Salvador, o candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, assumiu a autoria política da fala, feita domingo (27) durante ato realizado em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Em vídeo divulgados nas redes sociais do Missão, Renan desafia críticas de partidos de esquerda e defende endurecimento penal absoluto contra o crime organizado. “Vocês querem que a gente faça uma retratação? Ganha a eleição e eu me tornando presidente da República, não é mais ele falando, não é a Késsia falando: sou eu. Nós faremos uma ação implacável nesses bairros contra os membros das facções criminosas. Vamos passar a rapa neles. Estão achando o quê? Que eu vou levar flores para traficante que transforma a vida das pessoas num inferno? Quem quiser me processar, venha direto em mim. Se puxarem arma e reagirem à polícia, a resposta será letal”, desafiou.
Quécia Reis ratificou as falas de Renan ao descrever a vida de terror vivida pelos moradores das favelas da Bahia. “Aqui tem tribunal do crime. As pessoas não podem dormir por causa do paredão e meninas são estupradas caso não queiram se relacionar com traficantes”.

Processo – Renan também reagiu às ameaças de processos movidos por partidos de esquerda. Segundo ele, nomes como da deputada estadual, Olívia Santana (PCdoB), da vereadora Marta Rodrigues (PT) e do candidato a deputado Kleber Rosa (Psol), se mobilizaram para entrar na Justiça contra o candidato do Missão. “Assumo integralmente a postura de confronto direto às facções criminosas que atuam no estado”, respondeu Renan.
Renan sustentou, ainda, que o plano de segurança de seu governo prevê uma ampla reforma na Lei de Execução Penal para extinguir a progressão de regime para integrantes de organizações criminosas, garantindo o cumprimento integral de penas de 40 a 50 anos em regime fechado caso os acusados se entreguem sem resistência armada.
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