Em dezembro, dois novos espaços foram inaugurados, consolidando o equipamento como uma das principais opções de lazer para a família na capital baiana

Redação Mais – O Centro de Interpretação da Mata Atlântica (Cima), situado no Bonfim, completa um ano nesta quinta-feira (15) – coincidentemente, no mesmo dia da Lavagem do Bonfim, que ocorre no mesmo bairro. O parque, dedicado a preservar e a espalhar conhecimento sobre o bioma que marca a identidade de Salvador, não para de crescer. Em dezembro, foram inaugurados dois novos espaços, consolidando o equipamento como uma das principais opções de lazer para a família na capital baiana.
Administrado pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura e Turismo (Secult), o espaço conta com programação para adultos e crianças, funcionando de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 10h às 13h.

Com uma área verde de 13,8 mil m², o Cima agora conta com a Sala Imersiva e o Mundo Encantado da Criança, que ampliaram ainda mais a oferta de atividades, educação ambiental e contato com a natureza. Além disso, o espaço reúne leiras, viveiros de mudas, edificações modulares para salas de aula, café, mirante, área administrativa e módulo para eventos de pequeno porte. Todas as instalações foram projetadas com foco na sustentabilidade, incorporando energia fotovoltaica, tetos verdes, iluminação natural e ventilação cruzada.
De acordo com o titular da Secis, Ivan Euler, o Centro de Interpretação da Mata Atlântica representa um marco para a capital baiana. “O equipamento aproxima a população do bioma que forma a nossa identidade e reafirma o compromisso da cidade com a preservação da Mata Atlântica. Criamos um espaço vivo, aberto e integrado ao cotidiano das pessoas, onde conhecimento, lazer e natureza caminham juntos”, afirma o secretário.

A vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos, reforça a importância do espaço para a educação ambiental, com destaque para o Mundo Encantado da Criança. “Este espaço se tornou um verdadeiro laboratório vivo da nossa Mata Atlântica e, ao mesmo tempo, um lugar de conhecimento, novas experiências e acolhimento, onde as crianças podem aprender brincando, explorar a natureza e se reconhecer como parte dela. O Mundo Encantado da Criança nasceu exatamente para isso: aproximar nossos pequenos da magia, da criatividade e do cuidado com o meio ambiente”, aponta.
O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), João Resch, destaca que a proposta do Cima é também incentivar a vivência direta com a natureza e fortalecer a conexão dos visitantes com a Mata Atlântica. “O espaço em si contempla uma grande área verde. Também realizamos o plantio de diversas espécies, como ipês amarelo, roxo e rosa, sibipiruna, pau-brasil e jacarandá, que ainda estão em idade juvenil, mas que, ao atingirem a fase adulta, terão grande simbolismo para que os visitantes possam observá-las in loco”, complementa.

A Sala Imersiva é um dos destaques recentes do equipamento. O ambiente abriga projeções audiovisuais que inserem os visitantes em meio à fauna e flora do bioma. Formigas gigantes passeiam pelo chão, árvores crescem nas paredes e imagens de povos indígenas são exibidas enquanto são apresentadas informações sobre a floresta tropical úmida, desde o período colonial até os dias atuais.
“O recurso lúdico reforça a mensagem de que é preciso se preocupar com a preservação, porque se trata de um bioma muito explorado e ameaçado. Ele está presente em vários estados do Brasil, principalmente os litorâneos, e essa linguagem ilustrativa ajuda a fixar ainda mais o alerta e a conscientização sobre sua proteção”, explica Resch.

Espaço infantil – Instalado dentro do Cima, o Mundo Encantado da Criança funciona de quarta a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 9h às 14h.
O ambiente abriga a Casa do Brincar, dedicada à experimentação livre e sensorial; uma Bebeteca, inspirada na experiência da Bebeteca Antirracista; a exposição permanente de brinquedos da artista Lydia Hortélio, com curadoria da Urban95; e o Boquinha de Brasa, destinado a ações formativas, apresentações artísticas, encontros e oficinas voltados ao público infantojuvenil.
A sala de exposição de brinquedos de Lydia Hortélio convida a um mergulho no imaginário da infância e nas diversas formas de brincar, apresentando peças tradicionais como pipas, piões, cinco pedrinhas, bonecas, panelas de barro, minimóveis de madeira e carrinhos. O local é todo envolvido por um painel no qual as crianças podem expressar sua imaginação com giz. As peças da exposição têm 95 centímetros de altura, garantindo acessibilidade e compatibilidade com a estatura das crianças.

A fonoaudióloga Mariana Araújo, 38 anos, conheceu o Centro de Interpretação da Mata Atlântica junto com o marido e o filho. “O Cima é um parque incrível, não só para as crianças, mas para toda a família. Uma ótima opção de lazer, com espaço aberto, bom para as crianças brincarem, correrem, gastarem energia, aproveitarem o dia ao ar livre”, afirma.
Para ela, entre os destaques, estão a Sala Imersiva e o espaço de exposição de brinquedos do Mundo Encantado da Criança. “A Sala Imersiva é simplesmente sensacional; encanta as crianças, e os adultos também. Oferece opções para crianças de todas as idades. Tem uma sala também fantástica, onde as crianças sobem, descem, podem escrever com giz. Meu filho, eu e meu esposo amamos”, relata.

A nutricionista Larissa Vasconcelos, 35 anos, também elogia o Cima e garante que retornará ao local em outras oportunidades. “É um espaço gratuito, com várias atividades, pensando nas crianças, mas que agrada a todas as idades, na verdade. Tem contato com a natureza, vários ambientes diferentes, brinquedoteca. As crianças ficam encantadas com tudo, tem bastante espaço para elas se movimentarem, várias atividades lúdicas. O atendimento dos funcionários também é excelente”, diz.
Outra atração é a Biblioteca Verde, que reúne livros sobre a Mata Atlântica, além de manuais e relatórios da Secis. O acervo pode ser utilizado, inclusive, para pesquisas escolares.
O espaço ainda abriga uma estátua de Charles Darwin, naturalista britânico que formulou a Teoria da Evolução das Espécies. A primeira vez que Darwin conheceu uma floresta tropical foi em Salvador, em 1832, aos 22 anos
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