
Por Albenísio Fonseca – Neste domingo, 4 de outubro, 158,8 milhões de brasileiras e brasileiros estão aptos a votar no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. Serão escolhidos o presidente e o vice-presidente da República, 27 governadores e vice-governadores, 54 senadores, 513 deputados federais e 1.059 deputados estaduais e distritais. Em caso de segundo turno para a Presidência ou para os governos estaduais, a nova votação ocorrerá em 25 de outubro.
A dimensão do pleito impressiona quando comparada à eleição de 2010. Naquele ano, o eleitorado brasileiro estava na casa dos 135,8 milhões. Agora são quase 23 milhões de eleitores a mais, crescimento superior a 16%. A operação eleitoral também se tornou muito maior e mais sofisticada: são 516.785 seções eleitorais, distribuídas por 2.641 zonas, e a Justiça Eleitoral dispõe de 563.910 urnas eletrônicas, das quais 499.248 serão efetivamente utilizadas e 64.662 permanecerão como reserva técnica.
A comparação financeira, entretanto, exige algum cuidado. O número utilizado em 2010 — cerca de R$ 480 milhões para a realização do pleito — já não pode ser simplesmente atualizado pela inflação, porque a estrutura eleitoral brasileira mudou profundamente. Em 2022, por exemplo, o Tribunal de Contas da União registrou uma estimativa de R$ 1,335 bilhão para as eleições gerais, incluindo despesas de custeio e investimento, entre elas a aquisição de urnas eletrônicas. Isso correspondia, naquele universo de aproximadamente 156,5 milhões de eleitores, a cerca de R$ 8,53 por eleitor, em valores nominais de 2022.
Para 2026, é importante não confundir esse custo operacional com o dinheiro destinado às campanhas. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o chamado Fundo Eleitoral, alcança aproximadamente R$ 4,9 bilhões, distribuídos entre 30 legendas. Trata-se de dinheiro público destinado às campanhas dos candidatos, e não de recursos empregados diretamente pelo TSE na organização da votação.
O TSE manteve para 2026, os limites individuais de gastos das campanhas nos valores adotados em 2022. Para a Presidência da República, por exemplo, o teto ficou em R$ 88,944 milhões no primeiro turno, podendo chegar a mais R$ 44,472 milhões caso haja segundo turno. Para deputado federal, o limite é de R$ 3,176 milhões; para deputado estadual ou distrital, R$ 1,270 milhão. A logística também mudou de escala. Em 2010, falava-se em cerca de 477 mil urnas sendo transportadas para os locais de votação. Agora, a Justiça Eleitoral trabalha com mais de meio milhão de seções e um parque de 563.910 urnas. O transporte envolve caminhões e veículos nas áreas urbanas, mas também barcos, aviões e helicópteros para alcançar regiões de difícil acesso, comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas.
São 1.922.579 mesárias e mesários, entre pessoas convocadas e voluntárias, distribuídos pelas 516.785 seções. A operação mobiliza ainda servidores da Justiça Eleitoral, Ministério Público, forças de segurança e outros órgãos públicos.
Mas talvez a transformação mais extraordinária desde 2010 não esteja no número de urnas ou de mesários. Está na própria relação entre o eleitor e o sistema eleitoral.
A urna eletrônica, que em 2010 já era uma realidade consolidada, completa 30 anos em 2026. Ela surgiu experimentalmente nas eleições municipais de 1996 e, quatro anos depois, já estava presente em todo o país. Hoje, quatro gerações do equipamento — modelos de 2013, 2015, 2020 e 2022 — integram o parque utilizado no pleito. Os modelos mais recentes representam 77% das urnas em operação. A própria experiência de votar também mudou. As urnas de 2026 incorporam novas soluções de acessibilidade, com interface reorganizada, fonte destinada a facilitar a leitura, barra de progresso e ampliação das informações em Libras.
________________________________________________________________________________________________________________
Bahia Bolsonaro Brasil Camaçari Carnaval CBX Cidade Baixa Cinema Cultura Drogas Educação Ensino Escola EUA Feira de Santana Ficco Futebol Homicídio Itapagipe Itaparica Justiça Lauro de Freitas Lazer Lula Meio Ambiente Mobilidade Moradia mulher Música PCBA PMBA Polícia Federal Política Rio de Janeiro Salvador Saúde Segurança SSP-BA SSPBA STF Subúrbio Ferroviário São João trânsito Turismo Uruguai