Publicação atravessa as histórias da dança na Bahia e a trajetória de muitas pessoas em diversos períodos em que passaram pela Escola de Dança da Ufba, nesses 60 anos
Por Albenísio Fonseca – Todas as atenções do universo da dança, em Salvador, estão voltadas para o lançamento do livro “Seis Decadas da Escola de Dança – Fluxos de uma História” na próxima quarta-feira (16) às 9h na sede da própria escola, em Ondina.
A publicação, organizada por Carmen Paternostro – uma das mais emblemáticas dançarinas baianas – atravessa as histórias da dança na Bahia. Bem entendido, o livro envolve a trajetória de muitas pessoas em diversos períodos e que passaram pela Escola de Dança da Ufba, nesses 60 anos.

Composto por testemunhos, textos, documentos e fotografias, o livro descortina variadas paisagens corporais que revelam os traços de uma escola pioneira de nível superior, específica em Dança, e que é referência para o cenário nacional.
Marcada pelo espírito de inovação permanente, desde a sua fundação em 1956, a Escola é um marco na formação superior. Neste mergulho intenso do livro perfilam-se, ainda, em entrevistas, diversos dos inúmeros artistas da Dança que estudaram, trabalharam e/ou viveram intensamente em favor do crescimento da escola.
Além de professora doutora da Escola de Dança da Ufba. dançarina, coreógrafa e diretora de espetáculos, Paternostro tem formação na Universidade Federal da Bahia onde concluiu Bacharelado, Licenciatura e Mestrado na Escola de Dança, e Doutorado em Artes Cênicas na Escola de Teatro, com doutorado sanduíche na Universidade de Colônia, na Alemanha.
Atualmente aposentada, enquanto professora ativa ela exerceu na Escola de Dança os cargos de Coordenadora acadêmica, Coordenadora artística, Vice-diretora e Diretora (2018-2022). Atuou, também, como professora permanente nos Programas de Pós-graduação Acadêmica (PPGdança) e no Programa de Pós-graduação Profissional Prodan.
Carmen pertenceu ao Grupo de Pesquisa Corponectivos em Dança, Linha Filosófica da Dança, onde desenvolveu Projetos de Extensão com Universidades Alemãs em conexão com a Bahia.
Ela atuou, ainda, como coreógrafa do Grupo de Dança Contemporânea da Ufba, assinando em colaboração “Prá Não Ser Trapo Nem Lixo” (1982); “Cabaça: Homenagem a Walter Smetak” (2013); “Ziriguidum – ideias abertas para tocar e dançar” (2017).
Casada com o mitológico Roland Schaffner, ex-diretor do Icba – Instituto Cultural Brasil – Alemanha, Paternostro tem publicado pela Editora da Universidade Federal da Bahia: “A Dança Expressionista Alemanha–Bahia”, “Da Dança Expressionista ao Teatro Coreográfico”e “Trabalhos Reunidos 2 – Conexão Dança Bahia Alemanha”. Como encenadora, coreógrafa e diretora teatral foi responsável pela criação dos seguintes grupos: Grupo Intercena (1976-78) e (1990-2016), Grupo Calcutta Dance Theatre (1979-81), Grupo Pagu Teatro Dança/Belo Horizonte (1983-85).
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