Dos 693 km² do território municipal, cerca de 350 km² correspondem à área marítima da Baía de Todos-os-Santos, onde estão registrados aproximadamente 25 mil barcos na Capitania dos Portos da Bahia

Redação Mais – A Economia do Mar, conjunto de atividades marítimas ligadas à cadeia produtiva que gera riqueza, empregos e desenvolvimento, já responde por quase 3% do Produto Interno Bruto (PIB) de Salvador. Para impulsionar ainda mais o setor, a Prefeitura, por meio da Secretaria Especial do Mar (Semar), lançou recentemente um calendário náutico, que reúne eventos esportivos, feiras e fóruns ao longo do ano.
Diversas atividades acontecem ainda neste mês. No próximo sábado (11), por exemplo, a cidade recebe o Festival Maria Felipa, que acontece na Marina da Penha, na Ribeira, a partir das 8h30. Durante o evento, acontecerão palestras com especialistas nos segmentos do Turismo e da Náutica. Além disso, dezenas de artesãs locais irão expor e comercializar os seus trabalhos.
Além disso, entre os dias 23 e 26 de julho, ocorre a 5ª Edição do Barco Show, no Terminal Náutico, no Comércio. Com seu formato híbrido já consagrado, que integra áreas flutuantes e espaços em terra firme, o evento oferece uma experiência imersiva e interativa para o público, combinando exposição de embarcações, lançamentos, networking e atrações voltadas para toda a família.

Já em setembro, a capital sediará o Fórum Náutico Internacional da Associação Náutica da Bahia, nos dias 16 e 17, promovendo debates estratégicos sobre a Economia do Mar.
Segundo a titular da Semar, Maria Eduarda Lomanto, a vocação náutica de Salvador está diretamente ligada às características naturais da Baía de Todos-os-Santos. Além das condições naturais favoráveis, o setor representa uma parcela significativa da economia da capital.
“Hoje, esse segmento representa cerca de 2,8% do PIB da cidade, ocupando a quarta posição na matriz econômica e sendo impulsionado pela atividade portuária, pelas regatas e pelo avanço do setor de charters (mercado de aluguel de embarcações), já bastante desenvolvido na Europa. Esse movimento impulsiona o turismo e beneficia setores como gastronomia e hotelaria”, destaca Lomanto.

Para o empresário Hugo Leonardo Assis, organizador do Barco Show, os eventos náuticos ampliam a visibilidade de Salvador no cenário nacional. “Isso atrai investidores, gera empregos e demonstra o potencial que a cidade possui para o setor.” Ainda de acordo com ele, a feira movimenta cerca de R$ 20 milhões por edição e gera mais de 300 postos de trabalho temporários.
Diretor do Worldwatch Institute (WWI) no Brasil e membro da Comissão de Economia do Mar da Associação Comercial da Bahia (ACB-BA), Eduardo Athayde reforça que a capital baiana reúne características únicas para o desenvolvimento da Economia do Mar, também chamada de Economia Azul.
Segundo ele, dos 693 km² do território municipal, cerca de 350 km² correspondem à área marítima da Baía de Todos-os-Santos, onde estão registrados aproximadamente 25 mil barcos na Capitania dos Portos da Bahia. “Atuamos nos âmbitos local e nacional para destacar este potencial”, afirma Athayde.
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