Nomeada em fevereiro de 2025, gestora encerra um ciclo caracterizado por investimentos estratégicos, reorganização institucional e valorização da identidade cultural da capital baiana

Redação Mais – A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, deixa nesta quarta-feira (1º) o comando da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), após pouco mais de um ano à frente da pasta, e reforça uma gestão marcada por resultados expressivos, especialmente pelo crescimento do turismo e pelo reposicionamento da capital baiana nos cenários nacional e internacional. Em seu lugar, assume o então subsecretário de Cultura, Alexandre Reis.
Nomeada em fevereiro de 2025, a gestora encerra um ciclo caracterizado por investimentos estratégicos, reorganização institucional e valorização da identidade cultural de Salvador. O período consolidou a cultura e o turismo como eixos estruturantes do desenvolvimento econômico da cidade, com impactos diretos na geração de emprego, renda e oportunidades.
Um dos principais destaques da gestão foi o fortalecimento dos equipamentos públicos, com requalificação de espaços e ampliação das programações educativas, interativas e acessíveis nos museus municipais. A agenda cultural foi ampliada e diversificada, com iniciativas que incentivaram a ocupação dos espaços públicos e a participação popular.
Projetos como o Viver Salvador e o Arraiá da Prefs contribuíram para dinamizar o calendário cultural e turístico da cidade, enquanto a criação do Mundo Encantado da Criança, primeiro equipamento voltado exclusivamente ao público infantil, reforçou o investimento na formação cultural desde a base.
Outro destaque foi o avanço do turismo em Salvador, com crescimento consistente e fortalecimento da cidade como destino global. No período, houve aumento de 10,7% na chegada de turistas estrangeiros, resultado de ações voltadas à promoção internacional, ampliação da conectividade aérea e maior inserção da capital baiana em mercados estratégicos.
O desempenho positivo também foi impulsionado pela ampliação da malha aérea, com destaque para o voo direto Salvador–Panamá, além da intensificação do diálogo com o trade turístico e investimentos na qualificação da oferta. A estratégia integrou turismo, cultura, economia criativa e grandes eventos como pilares de desenvolvimento sustentável.
Os resultados se refletiram diretamente nos grandes eventos. O Carnaval de Salvador consolidou sua posição como o maior do Brasil em fluxo turístico e impacto econômico, com crescimento nos indicadores de ocupação hoteleira e movimentação financeira. Já o verão da capital foi considerado o maior da história, com 2,6 milhões de visitantes e geração de R$ 5,8 bilhões em receita.
No Aeroporto Internacional de Salvador, foram registrados 16,6 mil pousos e decolagens e a circulação de 2,3 milhões de passageiros, representando um aumento de 13%, o que reforça o aquecimento do setor e a consolidação da cidade como um dos destinos mais procurados do Brasil.
Outro eixo estratégico foi a descentralização das políticas culturais, com programas como o Boca de Brasa, que ampliaram a atuação nos territórios, e o fortalecimento do Salvador Capital Afro, iniciativa que ganhou projeção nacional e internacional ao valorizar a identidade afro-diaspórica da cidade.
No campo institucional, um dos marcos foi a criação do Gabinete Salvador Capital Afro, estrutura voltada à articulação de políticas públicas, projetos estratégicos e parcerias que reforçam Salvador como referência global da cultura afro-diaspórica. A iniciativa ampliou a integração entre cultura, turismo e desenvolvimento econômico, além de fortalecer a presença da cidade em agendas nacionais e internacionais.

Visibilidade – Eventos inéditos e parcerias ampliaram essa projeção, como o circuito Mulheres Negras em Movimento, a realização da Feira Preta na cidade e o Festival Afropunk, além da consolidação dos festejos de Natal e Réveillon como grandes atrativos turísticos e culturais.
No campo institucional, a reestruturação da Secult modernizou a gestão e ampliou a capacidade de planejamento, com a criação de diretorias voltadas à Economia Criativa e à Inteligência Turística. A implantação do Comitê de Destino Turístico Inteligente trouxe uma nova lógica baseada em dados, inovação e sustentabilidade.
Projetos estruturantes seguem em andamento, como o Prodetur II – Salvador Capital Afro, em fase final de tratativas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que deve impulsionar a requalificação do Centro Histórico e da região do Comércio, fortalecendo o turismo e a preservação do patrimônio.
Para Ana Paula Matos, o período à frente da secretaria representa uma entrega consistente em curto espaço de tempo. “Conseguimos estruturar políticas, fortalecer a cultura como eixo de desenvolvimento e ampliar significativamente os resultados do turismo. Salvador hoje está mais competitiva, mais preparada e mais conectada com sua identidade”, afirmou.
A gestora destacou ainda que os avanços deixam um legado duradouro para a cidade. “Mais do que números, entregamos inclusão, desenvolvimento e uma cidade mais viva para moradores e visitantes, com oportunidades que chegam aos territórios e impactam diretamente a vida das pessoas”, concluiu.
________________________________________________________________________________________________________________
Aviação Bahia Bolsonaro Brasil Camaçari Carnaval CBX Cidade Baixa Cinema Cultura Drogas Educação Ensino Escola EUA Feira de Santana Ficco Folia Futebol Homicídio Itapagipe Jerônimo Rodrigues Justiça Lauro de Freitas Lazer Lula Meio Ambiente Mobilidade mulher Música PCBA PMBA Polícia Federal Política Rio de Janeiro Salvador Saúde Segurança SSP-BA SSPBA STF São Paulo trânsito Turismo Uruguai