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Praças voltadas à primeira infância se espalham por Salvador e incentivam crianças a brincarem ao ar livre

Apenas no bairro de Jardim das Margaridas, das 17 praças entregues desde então, seis são dedicadas integralmente a esse público

(Foto: Otávio Santos/Secom PMS)

Redação Mais – Salvador conta, desde 2023, com equipamentos de lazer voltados exclusivamente para crianças de 0 a 6 anos, fase considerada decisiva para o desenvolvimento humano. As chamadas “praças da primeira infância” passaram a ser implantadas pela Prefeitura em espaços públicos novos ou requalificados, prática que ganhou ainda mais contornos com a criação de projetos pensados exclusivamente para essa faixa etária.

Apenas no bairro de Jardim das Margaridas, das 17 praças entregues desde então, seis são dedicadas integralmente a esse público. A proposta, que conta com o apoio do Núcleo Especial de Apoio à 1ª Infância (Neapi), é oferecer espaços que ampliem as experiências das crianças, com estruturas acessíveis que incentivem a autonomia e o brincar ao ar livre. “Já existem alguns equipamentos voltados para crianças de 0 a 6 anos, que é a primeira infância, em alguns locais da cidade. No entanto, agora vamos dar continuidade a esse projeto com mais ênfase”, afirma Virgílio Daltro, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).

(Foto: Otávio Santos/Secom PMS)

O caminho que a gestão municipal utiliza para transformar uma praça comum em um espaço voltado para os pequenos passa por etapas que garantem o diálogo entre a comunidade, especialistas em arquitetura e urbanismo e, sobretudo, as crianças, que também contribuem nesse processo.

Tudo começa com um plano de trabalho, no qual são detalhadas as atividades, o cronograma e os recursos necessários. A partir daí, ocorre a seleção da praça, considerando critérios como a quantidade de crianças residentes no entorno, a proximidade de escolas e bibliotecas, assim como a vulnerabilidade social do bairro.

Em seguida, o espaço é estudado e são realizadas oficinas participativas com as crianças, que ajudam a elencar ideias e desejos para o local. Na etapa de design, leva-se em consideração a proposta de autonomia infantil, com elementos lúdicos espalhados por todo o equipamento, além de aplicação de diferentes texturas, como areia e grama, mobiliários que permitem escalar, pular e desenvolver equilíbrio.

(Foto: Otávio Santos/Secom PMS)

Modelo – Um exemplo dessa iniciativa é a recém-inaugurada Praça do Largo do Papagaio, na Ribeira, cujo mobiliário foi projetado especificamente para atender às necessidades da primeira infância. A iniciativa também contou com um concurso nacional para criar mobiliários, utilizando a tecnologia de pré-moldados da Desal para garantir que essas soluções possam ser replicadas em outros bairros da capital baiana.

A transformação do largo começou a partir de levantamentos técnicos e da escuta de profissionais ligados aos equipamentos públicos do entorno. O diagnóstico revelou um potencial pouco explorado para o uso por crianças pequenas, sobretudo devido à proximidade com as escolas municipais que existem ao redor e à circulação cotidiana de famílias na região.

A partir dessa constatação, a gestão municipal, por meio do Neapi e da Desal, desenvolveu um projeto específico para o Largo do Papagaio, com assessoria da iniciativa Urban95. No local, caminhos internos foram redesenhados e brinquedos, que estimulam formas de movimentos, como escorregar, escalar e pular, foram distribuídos em diferentes pontos para evitar concentrá-los em um único local.

(Foto: Otávio Santos/Secom PMS)

Melhorias – O novo equipamento transformou a rotina dos moradores da região. A técnica de enfermagem Maria Lúcia da Silva, de 42 anos, relata que, antes da intervenção, o espaço era evitado pela população devido à falta de estrutura e à iluminação precária, fatores que geravam sensação de insegurança. “Não tínhamos um lugar seguro para levar nossas crianças. Tenho um filho de 5 anos e, quando queria um momento de lazer com ele, acabávamos indo ao shopping ou à praia mais próxima. Agora, venho quase todos os fins de tarde e deixo ele à vontade para explorar os brinquedos”, contou.

O contador Júlio Marins, de 40 anos, também costuma levar os filhos ao mesmo largo. “É muito bom ter um espaço assim, onde as crianças têm a oportunidade de socializar, sair de casa e abandonar as telas”, afirmou.

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