{"id":14047,"date":"2026-04-07T16:05:00","date_gmt":"2026-04-07T19:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/?p=14047"},"modified":"2026-04-08T13:28:51","modified_gmt":"2026-04-08T16:28:51","slug":"jornalismo-em-campo-minado-de-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/2026\/04\/07\/jornalismo-em-campo-minado-de-desafios\/","title":{"rendered":"Jornalismo em campo minado de desafios"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Entre o olhar factual, cotidiano, as muitas pausas para reflex\u00f5es sem pressa, se colocam como pautas permanentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1433\" height=\"1274\" data-src=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/reporter-horz-1433x1274.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14050 lazyload\" data-srcset=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/reporter-horz-1433x1274.jpg 1433w, https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/reporter-horz-1024x910.jpg 1024w, https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/reporter-horz-768x683.jpg 768w, https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/reporter-horz-1536x1365.jpg 1536w, https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/reporter-horz.jpg 1620w\" data-sizes=\"(max-width: 1433px) 100vw, 1433px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1433px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1433\/1274;\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Por Liliana Peixinho &#8211;<\/strong> Dos mergulhos profundos na exist\u00eancia ressalto a inquietude, a curiosidade, o esp\u00edrito coletivo, a educa\u00e7\u00e3o aberta \u00e0s artes e \u00e0 leitura, entranhadas nas ra\u00edzes de vida de meus pais, como fortes influ\u00eancias para a minha escolha do jornalismo, para ir a campo investigar, registrar, compartilhar fatos, fotos, relatos, hist\u00f3rias sobre a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>E, entre o olhar factual, cotidiano, as muitas pausas para reflex\u00f5es sem pressa, se colocam como pautas permanentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desconex\u00f5es com fatos<\/strong> <strong>&#8211;<\/strong> No in\u00edcio dos anos 2000, quando a express\u00e3o &#8220;sustentabilidade&#8221; ganhava corpo e espa\u00e7o, planeta afora, apresentar um trabalho de pesquisas em campo aberto e em reduto acad\u00eamico, revelando a desconex\u00e3o entre discurso propagado e realidade constatada, exigiu coragem e compromisso, diante dos desafios na contram\u00e3o do poder capital sujo.<\/p>\n\n\n\n<p>Apresento aqui alguns recortes de trabalho acad\u00eamico da Especializa\u00e7\u00e3o em Jornalismo Cient\u00edfico, Cultura e Meio Ambiente. Facom-UFBA. 2010- 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>OLHAR TRANSVERSAL SOBRE M\u00cdDIAS COLABORATIVAS<\/p>\n\n\n\n<p>ATIVISMO JORNAL\u00cdSTICO SOCIOAMBIENTAL x DISCURSO MARKETEIRO INSUSTENT\u00c1VEL &#8211; -&#8220;GREENWASHING&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalho apresentado como exig\u00eancia parcial para obten\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo de Especialista na p\u00f3s do Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Jornalismo Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico, Facom-Ufba.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Focos em pauta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1- Jornalismo colaborativo no contexto dos desafios cotidianos 2- Conex\u00f5es, pesquisas e elos de entraves<br>3- Ativismo ambiental em redes sociais<br>4- Ci\u00eancia para que, para quem e por que?<br>5- Paradoxos m\u00faltiplos no campo investigativo<br>6- M\u00eddia especializada e sustentabilidade<br>7- Discurso paradoxal<br>8- Desafios e compromissos do rep\u00f3rter<br>9- Contribui\u00e7\u00e3o do jornalista especializado<br>10- Ind\u00fastria da seca e elos no paradoxo sustent\u00e1vel<br>11- Imprensa n\u00e3o fecha o ciclo da den\u00fancia<br>12- Desconex\u00f5es com a realidade<br>13- Mis\u00e9ria \u00e9 denunciada, mas n\u00e3o passa disso<br>14- Reflex\u00f5es<br>15- Bibliografia<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sustent\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sustent\u00e1vel?!! [\u2026] N\u00f3s, jornalistas, temos<br>obriga\u00e7\u00e3o de mostrar, denunciar com coragem, responsabilidade, porque projetos ditos sustent\u00e1veis n\u00e3o o s\u00e3o de fato (Andr\u00e9 Trigueiro)<\/p>\n\n\n\n<p>Uma comunica\u00e7\u00e3o alternativa, especializada em meio ambiente, sem espa\u00e7o na m\u00eddia tradicional, toma forma e ganha espa\u00e7o nos anos 1990-2000. Em ambiente livre, investigativo, com articula\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o, essa comunica\u00e7\u00e3o demanda olhar transversal sobre ambientes onde a vida se desenvolve. Ci\u00eancia, educa\u00e7\u00e3o, economia, cultura, pol\u00edtica, seguran\u00e7a, cotidiano conversam entre si, em sintonia convergente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Redes<\/strong> <strong>&#8211;<\/strong> Essa reflex\u00e3o apresenta conflu\u00eancia a demandas ambientais reprimidas na grande m\u00eddia coorporativa, cujos interesses divergem dos espa\u00e7os buscados pelo ativismo jornal\u00edstico ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Proativismo aqui identificado numa comunica\u00e7\u00e3o colaborativa que se fortalece em meio a publica\u00e7\u00f5es como Folha do Meio Ambiente (Bras\u00edlia, DF), Envolverde (S\u00e3o Paulo, SP), Portal do Meio Ambiente e Revista Rebia (Rio de Janeiro, RJ), Roteiro de Lavras (Lavras, MG), Jornal Litoral Norte e Cabula Verde (Salvador, BA), MMS (S\u00e3o Paulo, SP), Casas Marina, RBJA, RBJC, Rebea, Rebeca, Mercado \u00c9tico, Rama, AMA, Instituto Akatu, Instituto Ethos, entre outras dezenas de produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o redes que se retroalimentam para fortalecer o jornalismo ambiental e cient\u00edfico colaborativo praticado em movimentos livres, numa sociedade civil organizada, por meio de acolhimento, visibilidade e credibilidade, escoados em ambientes midi\u00e1ticos virtuais.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o iniciativas observadas em todo o Brasil, com elos interativos locais e planet\u00e1rios, realizadas por ativistas, educadores, jornalistas, artistas, correspondentes, moderadores e colaboradores, que produzem, investigam e divulgam informa\u00e7\u00f5es de forma cont\u00ednua, sem v\u00ednculos ou amarras econ\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e1lises &#8211;<\/strong> Com esse olhar, o trabalho\/pesquisa apresenta fatos para reflex\u00e3o sobre an\u00e1lises de publica\u00e7\u00f5es socioambientais observadas, clipadas e sistematizadas entre 1980 e 2012 pelos movimentos AMA (Amigos do Meio Ambiente) e Rama (Rede de Articula\u00e7\u00e3o e Mobiliza\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o Ambiental), coordenados pela jornalista e ativista Liliana Peixinho e disponibilizados no e-book Olhar Transversal sobre a M\u00eddia. (PEIXINHO, 2012).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comunica\u00e7\u00e3o contextualizada<\/strong> <strong>&#8211;<\/strong> Contribuir para a pr\u00e1tica de uma comunica\u00e7\u00e3o contextualizada em micro e macroambientes, na busca da informa\u00e7\u00e3o como instrumento de constru\u00e7\u00e3o da cidadania sustent\u00e1vel, motiva os objetivos desse esfor\u00e7o na identifica\u00e7\u00e3o de iniciativas de jornalismo colaborativo, ativista, e seus desafios como m\u00eddias comprometidas com o fortalecimento do papel social do jornalismo ambiental e cient\u00edfico como instrumento de apoderamento popular, democr\u00e1tico, da informa\u00e7\u00e3o, com rigor \u00e9tico e apura\u00e7\u00e3o de valor, na cadeia de produ\u00e7\u00e3o, consumo e descarte.<\/p>\n\n\n\n<p>Segue nesse prop\u00f3sito, para verificar como jornalistas trabalham, focam, pautam, escrevem e divulgam temas onde comunidades tradicionais e sua rela\u00e7\u00e3o estreita com a preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e da identidade brasileira reforcem conex\u00f5es cidad\u00e3s. Prop\u00f5e, assim, uma reflex\u00e3o na perspectiva de que a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es pelo jornalismo ambiental e cient\u00edfico se efetive para a democratiza\u00e7\u00e3o e socializa\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e tecnologia (C&amp;T) como instrumento de poder, transforma\u00e7\u00e3o e acesso livre a informa\u00e7\u00e3o de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>E, com este compromisso, resgatar e promover a riqueza biodiversa em ambientes degradados, explorados, sem contrapartidas sustent\u00e1veis, harmoniosas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jornalismo colaborativo e desafios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma nova ordem mundial est\u00e1 colocada para cada cidad\u00e3o, planeta Terra afora. Promover o bem-estar de quem produz, de quem consome, e garantir a conserva\u00e7\u00e3o da matriz natural, revela-se desafiador. Onde e como o jornalismo ambiental colaborativo se insere nesse contexto?<\/p>\n\n\n\n<p>Para responder, consideramos, neste trabalho, ser mais importante que quantificar, ser sensacionalista ou alardear os efeitos negativos provocados pela a\u00e7\u00e3o humana nos ambientes de conviv\u00eancia, em meio \u00e0s cat\u00e1strofes, descuidos, desperd\u00edcios, gest\u00f5es ineficientes, mostrar que est\u00e1 faltando ao ser humano entender, interiorizar, absorver, no cora\u00e7\u00e3o, na alma e no c\u00e9rebro, que a felicidade de ser, existir, viver, pode estar na busca do encontro com o outro, do meu para o nosso. Solidariedade, voluntariado, ativismo cidad\u00e3o, altru\u00edsmo, s\u00e3o palavras fundamentais neste cen\u00e1rio. Mais do que consumo por status, civilizado deve ser usar por necessidade de preservar a vida, em risco di\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alarmismo &#8211; <\/strong>Nos \u00faltimos 30 anos, a m\u00eddia, de modo geral, tem pautado a quest\u00e3o ambiental de forma quantitativa. No entanto, o car\u00e1ter alarmista, sensacionalista e catastr\u00f3fico, tem superado o compromisso com informa\u00e7\u00f5es qualitativas, preventivas, educativas, diante dos desafios impostos pelas mudan\u00e7as e adapta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da vida, num planeta em constante muta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A confer\u00eancia mundial Rio+20 (ONU, 2012), realizada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), foi muito criticada pelos movimentos livres da sociedade civil, como a C\u00fapula dos Povos na Rio+20, (BRASIL, 2012) diante de propostas focadas em \u201ceconomia verde\u201d, \u201cmercado verde\u201d, fora de sintonia com os desafios hist\u00f3ricos da humanidade, como o combate \u00e0 fome, \u00e0 pobreza e ao desperd\u00edcio, junto com a preserva\u00e7\u00e3o de recursos naturais. O conceito \u201csustentabilidade\u201d est\u00e1 em xeque, diante da necessidade de a\u00e7\u00f5es reais para conte\u00fados ligados a preservar, resgatar, reconhecer e promover a vida, de forma integral e contextualizada. Valor que requer compromisso com modelos de desenvolvimento que n\u00e3o sejam \u201cecologicamente predat\u00f3rios, socialmente perversos e politicamente injustos\u201d, (ONU, 1992) conforme descri\u00e7\u00e3o da ONU para o conceito, durante a Confer\u00eancia Internacional sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesquisas &#8211; <\/strong>Na cadeia de valor da vida, e n\u00e3o do conceito como marketing, greenwhashing, a informa\u00e7\u00e3o transversal, sustent\u00e1vel, quer aprofundar o olhar sobre os diversos processos produtivos que envolvem investiga\u00e7\u00e3o, sistematiza\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias, fatos e opini\u00f5es que percebem meio ambiente como espa\u00e7o aberto, plural, diversificado. No livro Jornalismo Cient\u00edfico e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, de Cilene Victor, Gra\u00e7a Caldas e Simone Bortoliero, as pesquisadoras, professoras do primeiro curso de jornalismo cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico da Bahia, implantado pela Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia (Facom-Ufba) refor\u00e7am a tese de que \u201cmeio ambiente \u00e9 o complexo de rela\u00e7\u00f5es, condi\u00e7\u00f5es e influ\u00eancias que permitem a cria\u00e7\u00e3o e a sustenta\u00e7\u00e3o da vida em todas as suas formas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Complexidade interativa justificada no argumento de que meio ambiente \u201cn\u00e3o se limita apenas ao chamado meio f\u00edsico ou biol\u00f3gico (solo, clima, ar, flores, fauna, recursos h\u00eddricos, energia, nutrientes, etc.), mas inclui as intera\u00e7\u00f5es sociais, a cultura e as express\u00f5es\/manifesta\u00e7\u00f5es que garantem a sobreviv\u00eancia humana (em pol\u00edtica, economia, etc.)\u201d. (BUENO apud VICTOR; CALDAS; BORTOLIERO, 2009, p.103). Refer\u00eancias citadas para a defesa de um jornalismo ambiental com a\u00e7\u00f5es conjuntas, transversais e contextualizadas nos desafios de produ\u00e7\u00e3o e consumo de forma harmoniosa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Informa\u00e7\u00e3o de ponta a ponta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Jornalismo com informa\u00e7\u00f5es que valorizem a forma\u00e7\u00e3o de cadeias produtivas de ponta a ponta, da fonte ao leitor, para o desenvolvimento sustent\u00e1vel. O e-book Olhar Transversal sobre a M\u00eddia, um dos produtos apresentados no final do curso de jornalismo cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico da Facom-UFBA, condensa publica\u00e7\u00f5es com esse foco.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto de aprofundamento de valor da informa\u00e7\u00e3o, destacamos pesquisas realizadas pelo professor Wilson da Costa Bueno sobre o conceito de desenvolvimento sustent\u00e1vel, explicitado em 1987 pelo Relat\u00f3rio Brundtland, sob a responsabilidade da Comiss\u00e3o Mundial de Meio Ambiente da ONU, institu\u00edda pela Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas: \u201cAo longo desses 25 anos, ele tem sido apropriado por governos, empresas e entidades, que o contemplam a partir de interesses empresariais ou pol\u00edticos, muitas vezes com objetivo para legitimar a\u00e7\u00f5es e posturas nem sempre adequadas ou \u00e9ticas\u201d (BUENO, 2008). A an\u00e1lise de Bueno aprofunda o debate entre comunica\u00e7\u00e3o e sustentabilidade e expande a cr\u00edtica sobre \u201cuma vis\u00e3o reducionista, comprometida com uma perspectiva meramente econ\u00f4mica, quando difundiu uma acep\u00e7\u00e3o equivocada do conceito de desenvolvimento, que acabou sendo confundido com o de crescimento econ\u00f4mico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cr\u00edticas<\/strong> <strong>&#8211;<\/strong> Vis\u00e3o estreita que tem merecido a cr\u00edtica severa de especialistas, notadamente daqueles que insistem em pensar o desenvolvimento de maneira mais abrangente, como Jos\u00e9 Eli da Veiga (2007), Boaventura Santos (2005), Celso Furtado (1996) e outros incomodados com a sua redu\u00e7\u00e3o a indicadores econ\u00f4micos como o PIB -Produto Interno Bruto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ci\u00eancia e conex\u00f5es<\/strong> <strong>&#8211;<\/strong> Desse olhar surgem percep\u00e7\u00f5es sobre a conex\u00e3o que podemos estabelecer entre pesquisa, inova\u00e7\u00e3o, jornalismo cient\u00edfico e sustentabilidade, de forma transversal. O discurso exposto na m\u00eddia por consultores e especialistas parece desconectado da realidade, na qual projetos ditos sustent\u00e1veis maquiam cen\u00e1rios fr\u00e1geis, diante do que, como, quando, onde e porqu\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>No artigo Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Jornalismo Cient\u00edfico, o professor Wilson da Costa Bueno refor\u00e7a esse enlace pol\u00edtico-econ\u00f4mico quando exp\u00f5e, com propriedade, que o pesquisador brasileiro \u00e9 competente, que h\u00e1 centros de excel\u00eancia em C&amp;T em nosso pa\u00eds, grupos de pesquisa ativos e que se inserem \u201cmagnificamente\u201d no cen\u00e1rio internacional, mas que \u201cestamos ainda muito distantes do ideal\u201d. (BUENO, 2012) Responde, tamb\u00e9m, questionamentos sobre quais as raz\u00f5es que justificam esse quadro: \u201cMuitas, infelizmente. Em primeiro lugar, porque, no fundo, o incentivo \u00e0 pesquisa, e sobretudo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o no Brasil, \u00e9 assistem\u00e1tico e est\u00e1 \u00e0 merc\u00ea de autoridades que, sem foco, sem pol\u00edtica efetiva (apesar do discurso e de a\u00e7\u00f5es meramente midi\u00e1ticas), n\u00e3o conseguem criar um ambiente favor\u00e1vel a m\u00e9dio e longo prazos\u201d. (BUENO, 2012) Destaca que pesquisa \u201cprecisa de tempo, de matura\u00e7\u00e3o, planejamento, capacita\u00e7\u00e3o permanente e, \u00e9 l\u00f3gico, precisa de recursos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fatos e vers\u00f5es<\/strong> <strong>&#8211;<\/strong> No nosso papel aqui, de focar a dist\u00e2ncia entre o que se diz que faz, o que se faz, e o que realmente n\u00e3o tem sido feito, necess\u00e1rio se faz refor\u00e7ar os argumentos do pesquisador Wilson da Costa Bueno, como umas das refer\u00eancias de nossos estudos, quando diz: \u201cApesar de os governos proclamarem a inova\u00e7\u00e3o como uma necessidade, uma prioridade, na pr\u00e1tica isto est\u00e1 longe de acontecer. As dificuldades interpostas pelos governos ao investimento das empresas privadas em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) s\u00e3o enormes e incluem custos de financiamento elevados, alta carga tribut\u00e1ria, juros que tocam as nuvens, burocracia obscena e por a\u00ed vai. As empresas p\u00fablicas de pesquisa recorrentemente est\u00e3o \u00e0s voltas com crises, sal\u00e1rios baixos para pesquisadores e corpo t\u00e9cnico, e muitas vezes se tornam ref\u00e9ns de decis\u00f5es pol\u00edticas que travam o processo de investiga\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rela\u00e7\u00f5es e poder<\/strong> <strong>&#8211;<\/strong> Estaria a\u00ed, nesse modelo perverso de rela\u00e7\u00f5es de poder, corajosamente exposto por Bueno, a origem de alguns entraves sociais, ao se perceber que no setor empresarial identifica-se resist\u00eancias para mudan\u00e7as de pr\u00e1ticas atreladas ao modelo de desenvolvimento p\u00f3s-Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, no qual o crescimento a qualquer custo \u00e9 confundido com desenvolvimento e sustentabilidade? O jornalista Ricardo Voltolini, criador da Plataforma Lideran\u00e7a Sustent\u00e1vel, difundida a partir de 2010 em ambientes corporativos em todo o Brasil e fora dele, pode nos responder quando argumenta: \u201cN\u00e3o d\u00e1 mais para articular unilateralmente e vender um discurso bonito e conveniente de preocupa\u00e7\u00f5es socioambientais, sem antes resolver os dilemas e contradi\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecos aos neg\u00f3cios, justamente os que insistem em puxar a corda no sentido contr\u00e1rio. Antes, \u00e9 preciso fazer a li\u00e7\u00e3o de casa. E bem feita. A sociedade est\u00e1 mais atenta. E as organiza\u00e7\u00f5es que a defendem, muito mais focadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Plataforma Lideran\u00e7a Sustent\u00e1vel, Voltolini promove a vis\u00e3o integrada de gest\u00e3o em ambientes corporativos, com a aceita\u00e7\u00e3o de quem mais tem resistido em promover mudan\u00e7as que possam garantir a sustentabilidade de fato: as organiza\u00e7\u00f5es empresariais. Por meio de palestras realizadas em diversos estados do Brasil e no exterior, Voltolini usa depoimentos de lideran\u00e7as empresariais de peso em a\u00e7\u00f5es socioambientais, para formar novos valores, com os quais a lideran\u00e7a horizontalizada, com \u201cecosofia\u201d, pode chegar a a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis. A ousadia em inovar no meio corporativo credenciou Voltolini para expor, em suas palestras, a diferen\u00e7a entre greenwashing e sustentabilidade real. Desafio que merece aten\u00e7\u00e3o no acompanhamento da Plataforma Lideran\u00e7a Sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00eddias livres<\/strong> <strong>&#8211;<\/strong> As m\u00eddias livres ocupam, com velocidade tecnol\u00f3gica, espa\u00e7os democr\u00e1ticos, interativos, constru\u00eddos a partir de a\u00e7\u00f5es individuais para coletivas, em redes. O exerc\u00edcio dessa comunica\u00e7\u00e3o interativa ganha for\u00e7a em a\u00e7\u00f5es colaborativas, volunt\u00e1rias, proativas, articulada em redes, proporcionadas pela internet, em ferramentas m\u00f3veis, como celulares, tablets, lap tops, filmadoras. S\u00e3o tecnologias que fortalecem mobiliza\u00e7\u00f5es populares de insatisfa\u00e7\u00e3o social local, como em Salvador, Bahia, com os movimentos Avan\u00e7a Salvador, Movimento Amigos do Meio Ambiente, Desocupa, X\u00f4 Corrup\u00e7\u00e3o, Rama, UFB@migos, Jornalistas com Letra Mai\u00fascula, P\u00e9rolas da M\u00eddia, dentre outros. Ou no Brasil e mundo afora, como a Primavera \u00c1rabe, os Indignados, Veta Dilma, Seca no Nordeste, Ficha Limpa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Movimentos horizontais<\/strong> <strong>&#8211;<\/strong> Movimentos horizontalizados em redes sociais, que pautam, investigam e compartilham informa\u00e7\u00f5es para o enfretamento dos regimes do Norte da \u00c1frica, ditaduras das finan\u00e7as na Europa, capitalismo norte-americano, manifesta\u00e7\u00f5es contra corrup\u00e7\u00e3o no Brasil e outros pa\u00edses, at\u00e9 dicas e receitas dom\u00e9sticas contra o desperd\u00edcio de alimentos, \u00e1gua, energia, reaproveitamento de res\u00edduos, com arte, gera\u00e7\u00e3o de renda, inclus\u00e3o, cidadania. Ativismos que amadurecem movimentos sociais e fazem surgir novas formas de comunica\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, livre, que fortalecem manifesta\u00e7\u00f5es contra problemas hist\u00f3ricos: injusti\u00e7a, desemprego, fome, viol\u00eancia, inseguran\u00e7a, desigualdade. O movimento por uma m\u00eddia livre, por exemplo, tem forma, for\u00e7a e poder, pauta, discute e abre espa\u00e7os em agendas da C\u00fapula planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Papeis sociais<\/strong> <strong>&#8211;<\/strong> O papel da ci\u00eancia, do jornalismo cient\u00edfico e ambiental no processo de<br>democratiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 refor\u00e7ado com essas intera\u00e7\u00f5es em redes virtuais, geradoras de manifesta\u00e7\u00f5es populares no contexto insustent\u00e1vel da pol\u00edtica macroecon\u00f4mica e dos elos entre ci\u00eancia e poder. Esta intera\u00e7\u00e3o pode transitar entre superficialidade, sensacionalismo ou compromisso com a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua p\u00e1gina no Facebook, o professor Wilson da Costa Bueno revela essa liberdade de uso, e tanto pode postar a foto do casamento de sua filha, como valor familiar, como publicar not\u00edcia \u201cbomba\u201d, que compartilho aqui, sobre as rela\u00e7\u00f5es de poder entre ci\u00eancia e capital financeiro, vindas por meio da replica\u00e7\u00e3o, em post coment, da den\u00fancia feita no artigo Sil\u00eancio Ensurdecedor: a Corrup\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica Existe, escrito por Charles Ferguson, publicado na caderno Ilustr\u00edssima do jornal Folha de S.Paulo e originalmente no jornal brit\u00e2nico The Guardian, no qual o autor revela a rela\u00e7\u00e3o entre a \u00e1rea acad\u00eamica e os grandes interesses privados. Wilson analisa o texto dizendo: \u201cMeia d\u00fazia de firmas de consultoria, v\u00e1rios bir\u00f4s de palestrantes e diversos grupos de lobby de setores diferentes mant\u00eam grandes redes de acad\u00eamicos de aluguel, com o objetivo de defender os interesses desses grupos em discuss\u00f5es sobre pol\u00edticas e regulamenta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cursos &#8211; <\/strong>O criador do curso de jornalismo ambiental da PUC-RJ, autor dos livros Mundo Sustent\u00e1vel \u2013 Abrindo Espa\u00e7o na M\u00eddia para um Planeta em Transforma\u00e7\u00e3o, Meio Ambiente no S\u00e9culo 21 e Espiritismo e Ecologia, Andr\u00e9 Trigueiro, responde indaga\u00e7\u00e3o da rep\u00f3rter Liliana Peixinho, em entrevista para a Rede de Articula\u00e7\u00e3o e Mobiliza\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o Ambiental (Rama), em dezembro de 2010: \u201cTemos uma ci\u00eancia, que, por vias n\u00e3o lineares, ajuda a gente, ou a humanidade, a prestar mais aten\u00e7\u00e3o no valor do meio ambiente, da natureza. Vamos dar o exemplo da Confer\u00eancia de Nagoya, em que, pela primeira vez, se apresentou um estudo valorando os servi\u00e7os ambientais\u201d. Trigueiro pontua a quest\u00e3o, objetivamente, quando questiona: \u201cQuem fez esse estudo estava interessado em qu\u00ea? Em sensibilizar empres\u00e1rios para que corroborassem a favor de um tratado internacional, em que se realizasse um movimento em favor da retirada sustent\u00e1vel dos recursos, respeitando a capacidade de suporte dos ecossistemas. Ent\u00e3o, \u00e9 preciso que cada um, com suas ferramentas metodol\u00f3gicas, com sua vis\u00e3o de mundo, possa contribuir para um novo modelo de desenvolvimento, que \u00e9 o que interessa\u201d. (PEIXINHO, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ativismo autoral &#8211;<\/strong> No ativismo jornal\u00edstico ambiental, observamos desafios em campo, com paradoxos m\u00faltiplos entre o discurso e a realidade cotidiana, no pr\u00f3prio campo da comunica\u00e7\u00e3o.<br>Importante trazermos aqui, neste contexto, a reconstru\u00e7\u00e3o de valores para a preserva\u00e7\u00e3o da vida em ambientes fragilizados, identificados na cidade de Salvador, no Estado da Bahia, e nas regi\u00f5es Nordeste e Norte do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Urgente tamb\u00e9m \u00e9 focar problemas s\u00e9rios como o da pior seca dos \u00faltimos 40 anos de forma contextualizada. A imprensa corporativa n\u00e3o aprofunda os efeitos negativos da seca na Bahia em 2012, ligados a conceitos sobre comunidades tradicionais como multiplicidade de comportamentos, l\u00ednguas, etnias, saberes e modos de vida presentes na singularidade multicultural brasileira. Conceito que apesar do reconhecimento legal, em fevereiro de 2007, com a Pol\u00edtica Nacional de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de Povos e Comunidades Tradicionais (BRASIL, 2007), parece n\u00e3o ter se efetivado, de fato, junto aos povos que resistem, sofrem e morrem para manter tradi\u00e7\u00f5es. Ao se observar como vivem alguns coletivos em comunidades das regi\u00f5es Norte e Nordeste, em zonas rurais, e at\u00e9 nos grandes centros e cintur\u00f5es urbanos de grande concentra\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria, em campo jornal\u00edstico investigativo volunt\u00e1rio e livre, como dos movimentos AMA e Rama, constatamos que a foto bonita, do marketing sustent\u00e1vel vazio, empresarial e governamental, n\u00e3o cai bem com a realidade local, nativa. Evid\u00eancias que fortalecem o paradoxo entre o que se publica como sustent\u00e1vel e o que se v\u00ea no cotidiano das ruas, escolas, hospitais, resid\u00eancias, estradas, tr\u00e2nsito, como literalmente insustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1433\" height=\"1274\" data-src=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/paper-horz-1433x1274.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14049 lazyload\" data-srcset=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/paper-horz-1433x1274.jpg 1433w, https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/paper-horz-1024x910.jpg 1024w, https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/paper-horz-768x683.jpg 768w, https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/paper-horz-1536x1365.jpg 1536w, https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/paper-horz.jpg 1620w\" data-sizes=\"(max-width: 1433px) 100vw, 1433px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1433px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1433\/1274;\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Campo minado desafios &#8211;<\/strong> O campo investigativo \u00e9 o ambiente de trabalho gerador de informa\u00e7\u00f5es. Trago aqui descobertas que fiz durante as aulas do curso de jornalismo cient\u00edfico, na disciplina hist\u00f3ria da ci\u00eancia, ministrada pelo professor Olival Freire, para demonstrar a import\u00e2ncia desse processo no exemplo do pesquisador Charles David Keeling, pioneiro em estudos sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que gostava de experi\u00eancias qu\u00edmicas ao ar livre. Suas atitudes causaram uma revolu\u00e7\u00e3o no p\u00f3s-doutorado do Instituto Tecnol\u00f3gico da Calif\u00f3rnia, Estados Unidos, no anos 1950, ao relacionar fatores externos, de campo aberto, com experi\u00eancias laboratoriais, fechadas. \u201cComo gostava da vida ao ar livre, terminou se envolvendo com trabalhos que deveriam ser conduzidos do lado de fora do laborat\u00f3rio. Seu obstinado trabalho de monitoramento ao ar livre foi logo reconhecido, tornando-se algo muito maior e mais importante do que todas aquelas baboseiras comerciais que detestava\u201d. (COSTA, 2005) Keeling, ou Dave, como carinhosamente era tratado \u2013 assim como Fritjof Capra, Wilson da Costa Bueno, Andr\u00e9 Trigueiro, Dal Marcondes, Vilmar Berna, Silvestre Gorgulho, Simone Bortoliero, Washington Novaes, Cilene Victor \u2013, ousa defender o ambiente, a vida, as pessoas, e tudo que nos cerca, de uma forma cuidadosa, detalhada, onde tudo tem a ver com tudo, de forma transversal, integrada. O papel da comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 discutido como instrumento de poder e constru\u00e7\u00e3o da cidadania. Nesse contexto Andr\u00e9 Trigueiro (PEIXINHO, 2010), diz:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 problema mais delicado para o meio ambiente, hoje, que o da comunica\u00e7\u00e3o. S\u00f3 ela pode retirar as chamadas quest\u00f5es ambientais do gueto em que est\u00e3o colocadas (fazendo de conta que s\u00e3o isoladas, apartadas) e levar a sociedade a entender que todas as a\u00e7\u00f5es humanas t\u00eam impactos sobre o concreto \u2013 a \u00e1gua, o solo, o ar, os seres vivos\u201d. Concordando com Trigueiro, refor\u00e7amos a tese de que tudo o que se relaciona com o meio ambiente precisa permear qualquer discuss\u00e3o econ\u00f4mica, pol\u00edtica, social, ambiental. Em todas as \u00e1reas. Da mesma forma, difundir a ideia de que \u201cprecisa estar no in\u00edcio e no centro de todas as pol\u00edticas p\u00fablicas e de todos os empreendimentos privados, para que os impactos possam ser avaliados previamente, eliminados, minimizados, e tenham seus custos atribu\u00eddos a quem os gera, e n\u00e3o a toda a sociedade. Mas \u00e9 raro que a comunica\u00e7\u00e3o siga por esse caminho\u201d. (NOVAES)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00eddia especializada &#8211;<\/strong> Aprofundar, rediscutir o papel da m\u00eddia especializada em comunica\u00e7\u00e3o e sustentabilidade \u00e9 desafio quando se tenta perceber as formas de atua\u00e7\u00e3o do jornalismo ambiental colaborativo, ativista, no paradoxo entre sustentabilidade e discurso \u201cmarketeiro\u201d. Ativismo que trabalha o conceito de transversalidade da informa\u00e7\u00e3o com o compromisso de divulgar, difundir, socializar o conhecimento, a ci\u00eancia, junto aos interesses entre defesa de ambientes fragilizados versus explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria. O e-book Olhar Transversal sobre a M\u00eddia (PEIXINHO, 2012) condensa publica\u00e7\u00f5es que envolvem comunidades tradicionais, territ\u00f3rios exclu\u00eddos, caos urbano, den\u00fancias de explora\u00e7\u00e3o do capital pol\u00edtico-econ\u00f4mico que confunde crescimento a qualquer custo com desenvolvimento sustent\u00e1vel. Registra, tamb\u00e9m, exemplos positivos de autossustenta\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria em comunidades ind\u00edgenas do sul da Bahia, como exemplo de que pode dar certo quando o protagonismo comunit\u00e1rio ocupa<\/p>\n\n\n\n<p>A vis\u00e3o transversal defendida por Trigueiro exige compromisso de uma comunica\u00e7\u00e3o sem espa\u00e7o na m\u00eddia corporativa. Programas ditos \u201csustent\u00e1veis\u201d s\u00e3o apoiados por patrocinadores cujas atividades s\u00e3o foco de cr\u00edticas, den\u00fancias e falta de compromisso \u00e9tico, com alian\u00e7as paradoxais. Que espa\u00e7os a m\u00eddia estaria abrindo para um mundo sustent\u00e1vel?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Descompassos &#8211;<\/strong> Compensar pegadas ecol\u00f3gicas de peso por meio de neutraliza\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de carbono, plantando mudas de \u00e1rvores, de forma simb\u00f3lica, pode ou deve ser computado para dar cr\u00e9dito a um \u201cproduto\u201d como sustent\u00e1vel? Para ser sustent\u00e1vel n\u00e3o se presume respeitar, integralmente, toda a cadeia de produ\u00e7\u00e3o, de ponta a ponta, de forma harmoniosa, cuidadosa, com mudan\u00e7as de h\u00e1bitos dos pr\u00f3prios jornalistas durante o processo de apura\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o? Onde podemos ver, observar, registrar uma reda\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel? Isso seria, \u00e9, ou poder\u00e1 ser, poss\u00edvel? Como, quando, em que medida? As experi\u00eancias em campo real apresentam descompassos nesse processo: ou perde o profissional que se arrisca demais, ou perde o ambiente, quando o pessoal e o profissional prevalecem. O que poderia caracterizar- se como injusti\u00e7a socioambiental, persegui\u00e7\u00e3o de mercado, intoler\u00e2ncia capital, ou qualquer outra designa\u00e7\u00e3o que identifique pessoas, profissionais, ambientalistas, jornalistas, educadores, comunicadores que lutam contra o greenwashing por compreender de forma profunda o valor e n\u00e3o o conceito de sustentabilidade?<\/p>\n\n\n\n<p>A percep\u00e7\u00e3o do paradoxo entre o \u201cpintado de verde\u201d e o ativismo colaborativo com foco em m\u00eddia e meio ambiente pode ser observado numa realidade que denuncia fatos contr\u00e1rios aos discursos institucionais, pol\u00edticos, empresariais, e mesmo das ONGs, que se apoderaram do papel do governo para captar recursos e funcionam como trip\u00e9 de um poder envolto em esc\u00e2ndalos sobre desvios e mau uso de recursos alocados para projetos e a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis. A coragem de expor o jornalismo ambiental de \u201cfachada\u201d, conforme Wilson da Costa Bueno, \u201crepete a mesma hipocrisia observada na divulga\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es pontuais de responsabilidade social, rotulando como sustent\u00e1veis pr\u00e1ticas conden\u00e1veis, como as que est\u00e3o relacionadas com o uso intensivo de agrot\u00f3xicos na agricultura. Imagina que ser\u00e1 poss\u00edvel, como apregoam os arautos da biotecnologia (certamente a servi\u00e7o de multinacionais das sementes) matar a fome do mundo com os transg\u00eanicos, n\u00e3o percebendo que o compromisso maior (\u00fanico?) destas corpora\u00e7\u00f5es \u00e9 com os acionistas e com o aumento dos lucros.<\/p>\n\n\n\n<p>As evid\u00eancias de fatos refor\u00e7am o paradoxo do discurso sustent\u00e1vel. A harmonia entre dizer que faz e fazer \u00e9 aprofundada pela \u201cecosofia\u201d, pr\u00e1tica divulgada pelo publisher da revista Ideia Sustent\u00e1vel, Ricardo Voltolini, na Plataforma Ideia Sustent\u00e1vel. Em seu livro &#8220;Conversas com L\u00edderes Sustent\u00e1veis \u2013 O que aprender com quem fez ou est\u00e1 fazendo a mudan\u00e7a para a sustentabilidade&#8221; , um dos desafios expostos, o do campo filos\u00f3fico, \u00e9 a necessidade de \u201ccolocar a \u00e9tica no cora\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios. S\u00e3o muitas as barreiras para a ado\u00e7\u00e3o de uma perspectiva mais \u00e9tica nas companhias, especialmente por causa do acirramento da competi\u00e7\u00e3o, da necessidade de fazer mais com menos e com vis\u00e3o indulgente, por\u00e9m culturalmente tolerada, de que no jogo do business as usual os fins justificam os meios. Ser\u00e1? Provavelmente, esse \u00e9 um dos dogmas mais decadentes nestes tempos de ascens\u00e3o do conceito de sustentabilidade e dos valores que ele implica\u201d. (VOLTOLINI)<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 reclama\u00e7\u00e3o comum do jornalismo que o processo de apura\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es na m\u00eddia tradicional, corporativa, \u00e9 burocr\u00e1tico, apressado e superficial. As pautas n\u00e3o t\u00eam compromisso profundo com a investiga\u00e7\u00e3o e rep\u00f3rteres podem se tornar meros cumpridores de pautas, instrumentos de intermedia\u00e7\u00e3o de poder. \u00c9 um jornalismo que n\u00e3o abre espa\u00e7o para priorizar informa\u00e7\u00f5es que liguem meio ambiente com o resgate das ra\u00edzes da forma\u00e7\u00e3o do povo brasileiro, onde a identidade deva ser valorizada, em forma e conte\u00fado, para justificar o uso do termo sustentabilidade. Observemos o que diz o professor Wilson da Costa Bueno:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs quest\u00f5es ambientais, para esses segmentos da m\u00eddia, s\u00f3 podem (e devem) ser resolvidas por uma elite, os especialistas, com a exclus\u00e3o correspondente dos menos favorecidos, os que n\u00e3o t\u00eam voz, como os povos da floresta, os agricultores familiares, os atingidos pelas barragens, os pescadores, os mateiros e todos aqueles que n\u00e3o dominam o discurso competente dos que se encastelam em ambientes refrigerados e veem apenas, em seu ego\u00edsmo intelectual, o seu pr\u00f3prio umbigo, sua carreira, sua promo\u00e7\u00e3o pessoal\u201d. (BUENO, 2008)<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa \u00f3tica, interessa abordar como a m\u00eddia especializada, e dentro dela, como o jornalista, em equipe e\/ou individualmente, pode, ou n\u00e3o, dar a sua contribui\u00e7\u00e3o para a transversaliza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o dentro do papel que lhe cabe como difusor, propagador de m\u00eddia especializada em sustentabilidade. At\u00e9 onde cada um tem ido, feito, mudado, nos m\u00ednimos e importantes gestos cotidianos?. \u201cE, nessa contribui\u00e7\u00e3o, como voc\u00ea observa o papel do jornalista nos seus mais diversos campos de atua\u00e7\u00e3o, na transversalizac\u00e3o sobre a vis\u00e3o de mundo, para o resgate de valores humanos, esp\u00edrito solid\u00e1rio, mudan\u00e7a de comportamento com rela\u00e7\u00e3o ao consumo para um planeta mais cidad\u00e3o?\u201d. (PEIXINHO, 2010)<\/p>\n\n\n\n<p>Importante aqui contextualizar meio ambiente e transversalidade no pensamento sist\u00eamico do f\u00edsico e educador Fritjof Capra na apresenta\u00e7\u00e3o do livro Mundo Sustent\u00e1vel, de Andr\u00e9 Trigueiro: \u201cA preocupa\u00e7\u00e3o com o ambiente n\u00e3o \u00e9 mais apenas uma dentre v\u00e1rias quest\u00f5es. \u00c9 o contexto em que se desenvolve todo o restante \u2013 nossas vidas, nossos neg\u00f3cios, nossa pol\u00edtica\u201d. (TRIGUEIRO, 2005, contracapa) Na an\u00e1lise que faz do livro, Capra diz: \u201c Em suas an\u00e1lises e discuss\u00f5es, Trigueiro mostra que a prote\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 uma empreitada que transcende todas as diferen\u00e7as de ra\u00e7a, cultura, classe, que a Terra \u00e9 nosso lar comum e que criar um mundo sustent\u00e1vel \u00e9 nossa tarefa comum\u201d. Ap\u00f3s entender as observa\u00e7\u00f5es de Capra, contextualizamos as observa\u00e7\u00f5es sobre a necessidade do olhar jornal\u00edstico ampliado refor\u00e7ando o que ainda se ressente, quando Trigueiro responde indaga\u00e7\u00e3o da rep\u00f3rter Liliana Peixinho sobre o papel do jornalismo nesse contexto: \u201cEu entendo jornalismo como duas frentes de trabalho que n\u00e3o se excluem, pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o complementares: denunciar o que est\u00e1 errado, sinalizar os rumos, as sa\u00eddas, as alternativas, op\u00e7\u00f5es inteligentes em favor da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando lemos as observa\u00e7\u00f5es de outro jornalista, experiente na \u00e1rea de sustentabilidade, Dal Marcondes, podemos entender melhor a necessidade desse olhar contextualizado: \u201cOs grandes desafios do desenvolvimento passam pelo conhecimento. Ele \u00e9 fundamental para que os cidad\u00e3os possam, em seu cotidiano, tomar decis\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>(MARCONDES, apud TRIGUEIRO, 2005, contracapa) Desafio dif\u00edcil quando observamos uma comunica\u00e7\u00e3o atrelada ao poder pol\u00edtico de manuten\u00e7\u00e3o da ignor\u00e2ncia, e outro jornalismo em plant\u00e3o full time, em eterno dead line, sem estruturas de retaguardas, e fincado em princ\u00edpios \u00e9ticos que dificultam alian\u00e7as com quem est\u00e1 a fiscalizar, observar, denunciar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, importante perseguir o que o jornalista Marcondes, fundador da Envolverde, coloca:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCada um tem de compreender que \u00e9 parte de um todo e que qualquer solu\u00e7\u00e3o deve, necessariamente, envolver cada indiv\u00edduo. A cidadania passa, tamb\u00e9m, por um jornalismo sem adjetiva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 jornalismo ambiental, econ\u00f4mico ou esportivo. \u00c9 apenas jornalismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao considerar que jornalismo cient\u00edfico e cidadania t\u00eam em comum a necessidade da promo\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o como instrumento de poder e transforma\u00e7\u00e3o, precisamos ter consci\u00eancia de que vivemos num mundo globalizado, transparente, vigiado, controlado, imposs\u00edvel de se escamotear informa\u00e7\u00f5es. Nesta conex\u00e3o entre o proativismo de a\u00e7\u00f5es individuais e elos com o paradoxo sustent\u00e1vel, observamos produ\u00e7\u00f5es veiculadas no ambiente globosf\u00e9rico interativo virtual e presencial. \u00c9 nesse desafio que vemos o protagonismo jornal\u00edstico cidad\u00e3o blogosf\u00e9rico assumindo compromissos que deveriam ser da ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Observamos o que aprofunda o artigo Crescimento econ\u00f4mico, meio ambiente e sustentabilidade social, publicado no site Mercado \u00c9tico, quando aborda \u201cas responsabilidades dos cientistas\u201d. Segundo o autor, Hugh Lacey, (2009) \u201ca identifica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia com a tecnoci\u00eancia, e, assim, a virtual exclusividade da pesquisa conduzida dentro da abordagem descontextualizada, refor\u00e7ada pelos valores do progresso tecnol\u00f3gico, fundamenta uma vis\u00e3o inadequada da<br>responsabilidade dos cientistas, qua cientistas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com esta vis\u00e3o inadequada, \u00e9 comum dizer que a crise ambiental e a desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios derivados da ci\u00eancia n\u00e3o fazem parte da responsabilidade dos cientistas enquanto tais, e que em problemas de aplica\u00e7\u00e3o a responsabilidade dos cientistas \u00e9 apenas fornecer conhecimento objetivo para a cria\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00f5es, em princ\u00edpio imparcialmente em rela\u00e7\u00e3o a perspectivas de valores. Como o conhecimento \u00e9 realmente usado n\u00e3o \u00e9 responsabilidade dos cientistas, j\u00e1 que isto est\u00e1 fora de seu poder, e os cientistas nada podem fazer se aqueles que t\u00eam o poder para utilizar o conhecimento cient\u00edfico, por exemplo, governos e grandes corpora\u00e7\u00f5es, o fizerem de forma que n\u00e3o concorde com a neutralidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto n\u00e3o \u00e9 suficiente. Eu sugiro que faz parte da responsabilidade dos cientistas perceberem as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas da produ\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico e do espa\u00e7o de alternativas, e garantir que, quando o conhecimento cient\u00edfico \u00e9 aplicado, todo conhecimento relevante seja gerado e considerado \u2013 e, quando n\u00e3o for, insistir que mais pesquisas sejam realizadas, ou (pelo menos) n\u00e3o emprestar a autoridade da ci\u00eancia a propostas que n\u00e3o foram pesquisadas adequadamente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustentamos o que sinaliza Lacey quando diz que os cientistas: \u201c[\u2026]tentam identificar \u2013 atrav\u00e9s de delibera\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas (em que alguns prev\u00eaem que os novos arranjos podem surgir dialeticamente das pr\u00e1ticas dos movimentos populares e de seus aliados \u2013 arranjos sociais em que um novo equil\u00edbrio se torna poss\u00edvel entre a sustentabilidade e as atividades econ\u00f4micas que servem o bem-estar humano.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A refer\u00eancia de Lacey refor\u00e7a faces de um jornalismo ambiental ativista colaborativo, que observamos em grupos, redes, listas, que se retroalimentam em ambientes virtuais para reais, pessoais, face a face, em pra\u00e7as p\u00fablicas, shopping centers, shows, passeatas, manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, contra consumo exagerado, desperd\u00edcio, uso indevido de recursos p\u00fablicos, falta de investimento em infraestruturas necess\u00e1rias \u00e0 garantia de direitos propulsores da cidadania. Se sustentabilidade, por conceito, pressup\u00f5e harmonia entre produ\u00e7\u00e3o e consumo, na escala de valor o que sinaliza como dominante \u00e9 o capital. Uma m\u00eddia especializada em meio ambiente e sustentabilidade mostra, faz, cumpre o seu papel mobilizador, articulador, comunicador, diante de sinais do mal-estar humano. \u00c9 no paradoxo discurso versus realidade cotidiana que a vida exige novas formas de produ\u00e7\u00e3o e consumo para as adapta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias em ambientes desregulados em sua origem.<\/p>\n\n\n\n<p>Observamos um jornalismo proativo, apaixonado, comprometido, ligado e preocupado em refor\u00e7ar a informa\u00e7\u00e3o como instrumento, ferramenta, caminho para compreens\u00e3o contextualizada dos fatos, de forma sist\u00eamica. Tarefa para jornalismo ambiental? As replica\u00e7\u00f5es em diversos sites e blogs da entrevista especial concedida pelo jornalista especializado em comunica\u00e7\u00e3o e sustentabilidade, Andr\u00e9 Trigueiro, refor\u00e7a, de novo, a dist\u00e2ncia entre pauta e publica\u00e7\u00e3o, mas levanta novo olhar acad\u00eamico sobre estruturas de editorias nas reda\u00e7\u00f5es, tradicionais ou novas, virtuais. \u201cConcordo com a tese de que a gente n\u00e3o precisa de uma editoria de meio ambiente. Eu n\u00e3o sou jornalista ambiental, isso me coloca num gueto em que n\u00e3o me sinto confort\u00e1vel\u201d. (PEIXINHO, 2012).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 assim que muitos jornalistas que atuam com essa vis\u00e3o transversal se re\u00fanem e formam grupos, listas, eventos sobre jornalismo ambiental. E \u00e9 t\u00edpico do jornalismo, criar, inventar, categorizar, rotular atitudes, comportamentos, a\u00e7\u00f5es, editorando-as. O que chamamos aqui de jornalismo ambiental ativista surge como contraponto \u00e0 pr\u00e1tica adotada pela m\u00eddia oficial cotidiana. Desafio posto para quem acredita em escolhas e procura entender e enfrentar adversidades para atuar na sociedade. \u201cO jornalismo ambiental em nosso pa\u00eds enfrenta in\u00fameros desafios. Eles se iniciam no processo de capacita\u00e7\u00e3o do jornalista que ir\u00e1 trabalhar na \u00e1rea, se multiplicam nos ve\u00edculos da grande imprensa e est\u00e3o associados, inclusive, \u00e0 pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o de seu papel por determinados segmentos da sociedade\u201d. (BUENO, 2008). Desafios que Bueno vem expondo com coragem ao levantar quest\u00f5es que colocam a sustentabilidade em xeque diante da superexposi\u00e7\u00e3o do termo cujo conceito anda distante da necessidade de ajudar o pr\u00f3prio ser humano a compreender, reconhecer, identificar e mudar comportamentos que desestabilizam sintonias entre ser e ter.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lovelock &#8211;<\/strong> James Lovelock pode ajudar na compreens\u00e3o dessa simbiose quando diz: \u201cCompreender o ambiente como um todo, para preservar a vida, e n\u00e3o o planeta, que com certeza ter\u00e1 suas for\u00e7as naturais para vencer os estragos nele provocados\u201d. (LOVELOCK, 1996, p.44). Foco que se refor\u00e7a como pauta na m\u00eddia, diante do que exp\u00f5em especialistas sobre a \u201cnecessidade de imprimir um ritmo mais acelerado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental em atividades produtivas e dos produtos e si. Vimos que os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos n\u00e3o se mostram suficientes para garantir um desenvolvimento sustent\u00e1vel, se for mantida a postura, predominante, de tentar controlar a polui\u00e7\u00e3o com base em medidas do tipo fim de tubo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Paradoxos &#8211; <\/strong>O paradoxo entre o discurso da sustentabilidade, difundido em propaganda maci\u00e7a nas redes de televis\u00e3o e outras m\u00eddias \u00e9 refor\u00e7ado aqui com an\u00e1lises de especialistas que denunciam a farsa do discurso \u201cmarketeiro\u201d em a\u00e7\u00f5es ditas sustent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de desconsiderar estudos, previs\u00f5es, diagn\u00f3sticos, pesquisas cient\u00edficas, indicadores de ciclos clim\u00e1ticos, para a execu\u00e7\u00e3o de projetos, a\u00e7\u00f5es, programas com planejamento e preven\u00e7\u00e3o, as articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas se fortalecem para a libera\u00e7\u00e3o de recursos emergenciais, pr\u00f3ximo \u00e0s elei\u00e7\u00f5es, para amenizar perdas humanas e econ\u00f4micas, na agricultura, sa\u00fade, habita\u00e7\u00e3o, meio ambiente, estradas e infraestrutura de forma geral. Dos 417 munic\u00edpios da Bahia, mais da metade, cerca de 240 prefeituras, solicitaram o \u201cdecreto de estado de emerg\u00eancia\u201d. Utilizada como moeda de troca forte no cen\u00e1rio de elei\u00e7\u00f5es municipais, a \u00e1gua, motivo do sofrimento nordestino na resist\u00eancia aos efeitos negativos da seca, recebe inje\u00e7\u00e3o gorda de recursos por meio de a\u00e7\u00f5es como o Programa \u00c1gua para Todos..(BRASIL, 2011).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os desvios e desperd\u00edcios s\u00e3o a\u00e7\u00f5es poderosas no quadro de mis\u00e9ria, capitalizado pela velha e perversa pol\u00edtica coronelista, que s\u00f3 mudou de nome, para a garantia de votos. As perdas culturais, pessoais, psicol\u00f3gicas se multiplicam, rapidamente, em cadeias sucessivas. Neste cen\u00e1rio, mais de dois milh\u00f5es de pessoas fragilizadas, sem sa\u00eddas, engrossam as filas para se curvar e receber migalhas, em cestas b\u00e1sicas, rem\u00e9dios, jogos de camisas de futebol, consultas m\u00e9dicas apressadas, para se fazer de conta que s\u00e3o cuidadas. O grande projeto pol\u00edtico \u00e9 a capitaliza\u00e7\u00e3o dos votos, em sistemas hist\u00f3ricos de explora\u00e7\u00e3o, herdados do clientelismo, atualmente travestido de pol\u00edtica inclusiva. Associa\u00e7\u00f5es, sindicatos, ONGs e coletivos diversos integram um engendrado sistema de capta\u00e7\u00e3o de recursos, constru\u00eddo em representa\u00e7\u00f5es de cargos pol\u00edticos para disputar editais forjados, processos seletivos escamoteados, e contrata\u00e7\u00e3o de consultorias t\u00e9cnicas de controle dos recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse contexto que o uso da \u00e1gua entra como moeda de troca. A capitaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da mis\u00e9ria nordestina e baiana foi exposta por Josu\u00e9 de Castro como o \u201cNordeste inventado\u201d, na obra Geografia da Fome (CASTRO, 1984). Ao inserirmos a discuss\u00e3o sobre o acesso a \u00e1gua e outros direitos b\u00e1sicos n\u00e3o assegurados, observamos a Bahia com os menores \u00edndices de IDH (\u00cdndice de Desenvolvimento Humano).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transforma\u00e7\u00e3o social &#8211; <\/strong>No seu papel de transforma\u00e7\u00e3o social por meio da informa\u00e7\u00e3o investigada, checada, a imprensa, al\u00e9m de denunciar, deveria acompanhar, com maior assiduidade e detalhes, os fatos que envolvem uma not\u00edcia. Mas o jornalismo apressado n\u00e3o consegue fechar o ciclo das den\u00fancias de ponta a ponta. N\u00e3o faz acompanhamento na frequ\u00eancia e velocidade necess\u00e1rias \u00e0s mudan\u00e7as, muito menos credencia fontes que possam alimentar esse processo. Na mat\u00e9ria especial Os Novos Messias do Sert\u00e3o, publicada na revista \u00c9poca, Bernardino Furtado (2012),.chama aten\u00e7\u00e3o para os horrores da mis\u00e9ria humana no flagelo da seca, ocupando espa\u00e7o investigativo sobre a \u201c\u00c1gua como moeda\u201d. Mas logo outra pauta ocupa espa\u00e7o e tempo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discurso pol\u00edtico &#8211;<\/strong> \u00c9 hist\u00f3rica a desconex\u00e3o entre discurso pol\u00edtico e ambiente de capta\u00e7\u00e3o de votos via ind\u00fastria da seca, e a popula\u00e7\u00e3o que mais sofre e precisa de \u00e1gua acaba n\u00e3o tendo acesso aos recursos. Por meio do jornalismo investigativo, ativista, comprometido com os fatos, observamos que cidad\u00e3os s\u00e3o enganados com migalhas tipo um carro-pipa para o consumo de dezenas de fam\u00edlias numerosas, que t\u00eam que racionar, repartir, para resistir \u00e0 seca criminosa, pois a falta de chuvas, e de \u00e1gua, tem correla\u00e7\u00f5es diversas. Se as matas ciliares n\u00e3o fossem dizimadas pelo agroneg\u00f3cio, por exemplo, as precipita\u00e7\u00f5es seriam mais frequentes, e os rios perenes, para a garantia do rico e biodiverso bioma Caatinga.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A realidade &#8211; <\/strong>Pequenos propriet\u00e1rios de terra, como seu Arnou, na regi\u00e3o de Senhor do Bonfim, convivem com fam\u00edlias numerosas numa \u00e1rea de terra esturricada, a\u00e7udes secos, rachados. As poucas cabe\u00e7as de gado morrem de fome, envenenadas por comerem o que n\u00e3o podem, as galinhas adoecem. Por extens\u00e3o, \u201cfaltam empregos \u2013 hordas de flagelados m\u00ednguam \u00e0s margens das rodovias pedindo esmolas. Em alguns casos, \u00e9 o que mant\u00e9m fam\u00edlias inteiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Falta comida. As lavouras de feij\u00e3o, mandioca e milho, ra\u00e7\u00e3o b\u00e1sica dos sertanejos, viraram palha h\u00e1 muito. As cabras disputam restos de pasto e um ou outro arbusto de jitirana, planta t\u00edpica e resistente. Sem emprego e sem comida, falta Estado\u201d. (FURTADO, 2012)<\/p>\n\n\n\n<p>Complementamos as informa\u00e7\u00f5es de Furtado para refor\u00e7ar o ciclo perverso da seca no envolvimento de problemas em cadeia. Na ro\u00e7a do seu Sabino, 81, e dona Iracema, 80, na Passagem Velha, Bahia, das 20 cabe\u00e7as de gado, que sustentavam 50 litros de leite, em m\u00e9dia, por dia, seis morreram logo nos primeiros meses da hist\u00f3rica seca desse ano de 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>Com aposentadoria de sal\u00e1rio m\u00ednimo n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, na seca, pagar trabalhador, comprar \u00e1gua de carro-pipa,, manter as planta\u00e7\u00f5es, sustentar o ammbiete. Em terra esturricada, vidas v\u00e3o se sucumbindo, sonhos derrubados. Ai se escuta catingueiros s\u00e1bios como seu Sabino Ferreira Peixinho, dizer coisas assim: \u201cSe a gente morre, o gado tamb\u00e9m morre. A \u00e1gua \u00e9 fonte da vida e tem em abund\u00e2ncia na Terra. O que falta \u00e9 o cuidado, desde as nascentes, at\u00e9 o mar&#8221;, observa, como preservador e defensor da Natureza<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jornalismo integrado &#8211; <\/strong>Os caminhos para a atua\u00e7\u00e3o integrada, num jornalismo socioambiental,<br>ativista, podem requerer uma combina\u00e7\u00e3o de tecnoci\u00eancia na elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas, com pluralismo de m\u00e9todos, para descobrir alternativas na constru\u00e7\u00e3o de cadeias de produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es harmoniosas de ponta a ponta, num processo aberto a investiga\u00e7\u00f5es emp\u00edricas, incluindo estrat\u00e9gias de valor popular, para sustentar-se horizontalmente. A crise \u00e9tica que se observa no jornalismo, com cr\u00edticas severas da pr\u00f3pria categoria no desempenho da fun\u00e7\u00e3o, aliada ao processo democr\u00e1tico de escoamento de informa\u00e7\u00f5es em redes virtuais, tem levado jornalistas, decepcionados com o mercado corporativo, para iniciativas pr\u00f3prias, em blogs, sites e grupos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sem sustenta\u00e7\u00e3o &#8211;<\/strong> Assim, observa-se no Brasil, na Bahia, a partir de Salvador e tamb\u00e9m no interior, uma m\u00eddia colaborativa, corajosa, que se exp\u00f5e, se mostra, ao se comprometer em veicular informa\u00e7\u00f5es que confrontam interesses corporativos. Uma m\u00eddia que paga para trabalhar, ao sustentar, por conta pr\u00f3pria, pequenas estruturas de funcionamento como computadores, internet, manuten\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas, deslocamentos para coberturas de crimes e desastres ambientais, que faz palestras, oficinas, rodas de di\u00e1logos, exposi\u00e7\u00f5es fotogr\u00e1ficas sobre temas como explora\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra no campo, manifesta\u00e7\u00f5es de povos tradicionais ind\u00edgenas, quilombolas, agricultores familiares e uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es insustent\u00e1veis observadas em ambientes degradados, impactados por projetos empresariais, governamentais, e at\u00e9 mesmo por ONGs que se dizem sustent\u00e1veis, sem ser, ao observamos impactos nas comunidades que confirmam a dist\u00e2ncia entre o discurso e a realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Liliana Peixinho*-Jornalista, ativista humanit\u00e1ria. Especializa\u00e7\u00e3o em Jornalismo Cient\u00edfico, Cultura, Meio Ambiente. MBA em Turismo e Hotelaria Comunit\u00e1rio, Sustent\u00e1vel. Fundadora de grupos, m\u00eddias e movimentos independentes como Reaja-Rede Ativista de Jornalismo e Ambiente, Rama- Rede de Articula\u00e7\u00e3o e Mobiliza\u00e7\u00e3o Ambiental, M\u00eddia Org\u00e2nica, Movimento AMA- Amigos do Ambiente, O outro no eu, Catadora de Sonhos, Cuidar de quem cuidou.<\/li>\n\n\n\n<li>___________________________________________________________________________________________________________<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<p class=\"wp-block-tag-cloud\"><a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/aviacao\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-282 tag-link-position-1\" style=\"font-size: 8pt;\" aria-label=\"Avia\u00e7\u00e3o (20 itens)\">Avia\u00e7\u00e3o<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/bahia\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-171 tag-link-position-2\" style=\"font-size: 18.156862745098pt;\" aria-label=\"Bahia (115 itens)\">Bahia<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/bolsonaro\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-112 tag-link-position-3\" style=\"font-size: 11.843137254902pt;\" aria-label=\"Bolsonaro (39 itens)\">Bolsonaro<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/brasil\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-335 tag-link-position-4\" style=\"font-size: 13.078431372549pt;\" aria-label=\"Brasil (48 itens)\">Brasil<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/camacari\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-435 tag-link-position-5\" style=\"font-size: 8.8235294117647pt;\" aria-label=\"Cama\u00e7ari (23 itens)\">Cama\u00e7ari<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/carnaval\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-508 tag-link-position-6\" style=\"font-size: 13.21568627451pt;\" aria-label=\"Carnaval (49 itens)\">Carnaval<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/cbx\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-1602 tag-link-position-7\" style=\"font-size: 11.705882352941pt;\" aria-label=\"CBX (38 itens)\">CBX<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/cidade-baixa\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-456 tag-link-position-8\" style=\"font-size: 10.196078431373pt;\" aria-label=\"Cidade Baixa (29 itens)\">Cidade Baixa<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/cinema\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-985 tag-link-position-9\" style=\"font-size: 11.294117647059pt;\" aria-label=\"Cinema (35 itens)\">Cinema<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/cultura\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-231 tag-link-position-10\" style=\"font-size: 12.529411764706pt;\" aria-label=\"Cultura (44 itens)\">Cultura<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/drogas\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-165 tag-link-position-11\" style=\"font-size: 13.078431372549pt;\" aria-label=\"Drogas (48 itens)\">Drogas<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/educacao\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-228 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Santana<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/ficco\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-143 tag-link-position-17\" style=\"font-size: 9.5098039215686pt;\" aria-label=\"Ficco (26 itens)\">Ficco<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/folia\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-566 tag-link-position-18\" style=\"font-size: 9.5098039215686pt;\" aria-label=\"Folia (26 itens)\">Folia<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/futebol\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-40 tag-link-position-19\" style=\"font-size: 13.21568627451pt;\" aria-label=\"Futebol (49 itens)\">Futebol<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/homicidio\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-101 tag-link-position-20\" style=\"font-size: 10.745098039216pt;\" aria-label=\"Homic\u00eddio (32 itens)\">Homic\u00eddio<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/itapagipe\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-471 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href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/musica-2\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-747 tag-link-position-30\" style=\"font-size: 12.254901960784pt;\" aria-label=\"M\u00fasica (42 itens)\">M\u00fasica<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/pcba\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-1332 tag-link-position-31\" style=\"font-size: 15.274509803922pt;\" aria-label=\"PCBA (69 itens)\">PCBA<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/pmba\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-53 tag-link-position-32\" style=\"font-size: 18.43137254902pt;\" aria-label=\"PMBA (119 itens)\">PMBA<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/policia-federal\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-620 tag-link-position-33\" style=\"font-size: 9.0980392156863pt;\" aria-label=\"Pol\u00edcia Federal (24 itens)\">Pol\u00edcia Federal<\/a>\n<a href=\"https:\/\/www.comunicarmais.com.br\/site\/tag\/politica\/\" class=\"tag-cloud-link tag-link-495 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