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Vereador detido por agressão à mulher passa por audiência de custodia e continua preso

Juca teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça

(Foto: reprodução)

Redação Mais – A Justiça da Bahia decidiu, neste domingo (28) manter preso o presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, João Raimundo Damacena dos Santos (PSDB), conhecido como Juca. O vereador foi preso em flagrante na última sexta-feira (26), após ser denunciado por agreção a uma advogada, que seria sua ex-companheira, em um restaurante no bairro da Pituba, em Salvador.

Após audiência de custódia, o Judiciário baiano converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Ainda não há informação sobre a unidade para onde o parlamentar foi levado depois da decisão.

O vereador foi detido por policiais da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e encaminhado para a Casa da Mulher Brasileira, onde o caso foi registrado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.

Protesto – Na manhã deste domingo (28) um grupo de manifestantes se reuniu na frente do condomínio onde mora a prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis (União Brasil) para pedir a cassação do parlamentar. Por meio de nota, Débora já havia se manifestado sobre o caso, no sábado (27). No comunicado publicado nas redes sociais da prefeitura, a gestora defendeu que o episódio seja apurado com rigor pelas autoridades competentes e destacou que nenhuma forma de violência contra mulheres pode ser relativizada.

Na condição de mulher, prefeita e gestora pública, reafirmo meu compromisso absoluto com a defesa das mulheres e com o combate a toda e qualquer forma de violência. Nenhuma agressão contra mulher pode ser naturalizada, minimizada ou tratada com indiferença“, diz um trecho da nota.

Manifestantes se reuniram na porta do condomínio onde mora a prefeita Débora Régis, em Lauro de Freitas (Imagem: reprodução)

A prefeita também destacou que o caso já está sendo conduzido pelas instituições responsáveis e defendeu o respeito ao devido processo legal.

“É importante registrar que o caso já está sob análise das autoridades competentes e deverá ser apurado pela Justiça, com observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, como determina a Constituição”, disse.

Débora afirmou, ainda, que sua posição é de absoluto respeito às instituições e de tolerância zero com qualquer tipo de violência contra a mulher. “A minha posição é clara: respeito às instituições, respeito à Justiça e tolerância zero com qualquer forma de violência contra a mulher. Me solidarizo com a advogada e desejo que o caso seja apurado com o devido rigor, respeitando os limites da lei”, completou.

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