Drone que combate Aedes Aegypti é apresentado na Campus Party Ciência & Tecnologia    Imprimir

12/08/2017 01:00
Drone que combate Aedes Aegypti é apresentado na Campus Party
Aeronave não tripulada lançada por pesquisador baiano irá identificar e tratar criadouros do mosquito em áreas inacessíveis por via terrestre

Wagner Ferreira 0 comentário          

Um drone é a mais nova ferramenta de combate ao mosquito Aedes Aegypti, causador de doenças como dengue, zika e chikungunya. A novidade foi apresentada durante a Campus Party, que acontece em Salvador até domingo, 13 de agosto.

De acordo com o desenvolvedor do projeto, Alex Sandro Correia, o drone será responsável pelo monitoramento espacial em áreas inacessíveis por via terrestre, como terrenos baldios imóveis fechados ou abandonados.  "Além do mapeamento de focos do mosquito, ele também irá fazer o tratamento com larvicida em criadouros como piscinas e caixas d'água, locais que o agende de saúde não tem acesso, contribuindo com a diminuição do índice de infestação predial", observa Alex Sandro. 

Destaque também para a larvicida que equipa o drone. Desenvolvida pela Fiocruz Bahia, a Denguetech é composta por material biológico, o que, segundo o pesquisador, não agride o meio ambiente.

Todas essas funcionalidades serão operadas via o aplicativo Mosquito Zero, também desenvolvido por Alex Sandro e equipe. “Com um smartfone ou tablet, qualquer cidadão poderá tirar uma foto de um possível foco do mosquito e enviar para nossa central de monitoramento. O sistema operacional registrará as coordenadas geográficas do local e as informações coletadas servirão como subsídio para nortear as ações contingência do vetor”, explica Alex. 

Para quem quiser saber mais sobre as inovações desenvolvidas para o combate do mosquito Aedes Aegypti, pode ir até a Agente Espacial Mosquito Zero, que fica em um stand da Unifacs. 

A startup vem se desenvolvendo e inovando em projetos de impacto social e conta com a importante assessoria da incubadora de négocios da faculdade baiana. 


 

Testes rápidos para dengue e chikungunya passam a integrar lista de procedimentos do SUS*

Os testes rápidos para dengue e chikungunya foram oficialmente incluídos na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da portaria 1.313, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (10), com validade a partir de sua publicação. 

A decisão considerou a “necessidade de otimizar o diagnóstico laboratorial” das doenças, para acelerar a detecção das doenças e o dar início mais rápido aos tratamentos. No primeiro momento, estão sendo disponibilizados aos Estados e municípios, de acordo com a portaria, 2 milhões de testes rápidos imunocromatografia qualitativa (IgM/IgG) para dengue e 1 milhão de testes rápidos imunocromatográficos IgM para chikungunya. 

Os testes, produzidos pelo laboratório público da Bahia, a Bahiafarma, fornecem resultados em até 20 minutos, utilizando pequena quantidade de amostra sanguínea dos pacientes e dispensando estrutura laboratorial para sua realização. São características semelhantes às do teste rápido para detecção de zika, o Zika IgG / IgM Combo, também produzido pela Bahiafarma e distribuído pelo SUS para todo o País.

“Além de ser importantes para a correta detecção das doenças e para o tratamento rápido e adequado, os testes rápidos também tem papel relevante no controle do avanço das arboviroses no País, já que, com ele, é possível mapear com maior velocidade, os números de casos em cada local”, afirma o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias. (*Por Secom/BA)


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